O canto de um certo passarrinho
Da série: Crônicas Campineiras Certa manhã de sábado, quando morava em Campinas, acordei com o barulho de alguém caminhando no pequeno quintal que ficava na pensão onde morava. Intrigado com aqueles passos, pra lá e pra cá, levantei e fui olhar pela janela. Tratava-se de um dos moradores, o seu Kresto, como todos o conheciam. Seu Kresto era húngaro e tinha na ocasião 92 anos. Exercitava-se toda manhã, caminhando no pequeno quintal defronte aos apartamentos da pensão. Quando já estava bem acordado, sai do quarto e seu Kresto havia parado de caminhar. Ele estava banhando-se ao sol. Passei por ele, cumprimentei-o e fui tomar meu café da manhã. Na volta, criei coragem e parei para conversar com ele, coisa que poucos moradores...