O que a humanidade vai aprender com a pandemia do Coronavirus?
Bom! Depois de bastante tempo sem publicar nada por aqui (quase cinco anos para ser mais preciso), estou retomando meus textos e divindo com vocês.
Na verdade, eu não parei de escrever. Nesse hiato eu continuei a escrever contos, ensaios, artigos e até um livro de romance, que está em fase final de conclusão.
Para retomar, escolhi o texto abaixo que foi publicado no jornal A Tribuna, aqui de Amparo, em meados de maio passado. Para quem não leu, bom divertimento!
Abraço a todos!
Nestes dias, vivemos em plena crise decorrente da pandemia causada pelo Covid-19, o novo Coronavirus, que surgiu na China e se espalhou rapidamente pelo mundo.
Na verdade, eu não parei de escrever. Nesse hiato eu continuei a escrever contos, ensaios, artigos e até um livro de romance, que está em fase final de conclusão.
Para retomar, escolhi o texto abaixo que foi publicado no jornal A Tribuna, aqui de Amparo, em meados de maio passado. Para quem não leu, bom divertimento!
Abraço a todos!
Nestes dias, vivemos em plena crise decorrente da pandemia causada pelo Covid-19, o novo Coronavirus, que surgiu na China e se espalhou rapidamente pelo mundo.
Pandemias
não são uma novidade para a humanidade. Já tivemos outras no passado, como, por
exemplo, no início do Século XX, com a chamada Gripe Espanhola, que vitimou
milhares de pessoas ao redor do mundo.
O
interessante é pensarmos, e esse é o motivo deste texto, o que iremos aprender
com essa pandemia. Que lições o Covid-19 irá nos deixar?
Talvez
ele nos faça perceber que a Ciência deve ser mais valorizada. Que os países,
especialmente aqueles que mais estão sofrendo, devam dispender mais recursos
para pesquisas, para a formação de bons profissionais, com o incremento nas
Universidades, pagar salários melhores aos profissionais desta área que, como
estamos vendo recentemente, são a linha de frente na batalha pelas vidas de
milhões de pessoas.
O vírus possa nos ensinar que ter um Sistema
de Saúde Público, de acesso universal a todos, não é de fato ruim. Pois, mesmo
com todas as carências para o seu bom funcionamento, num momento desses, é
melhor ter do que não ter. Países como os Estados Unidos, que não possuem um
sistema público de saúde, estão enfrentando enormes dificuldades nesse momento.
Sendo que nos EUA, o Covid-19 matou mais pessoas em pouco mais de três meses do
que o total de soldados que morreram na Guerra do Vietnã.
A
pandemia pode indicar para nós como serão as relações de trabalho, e o próprio
trabalho. Será que certas atividades não podem ser feitas à distância? Evitando
assim que as pessoas se desloquem e se exponham a certas condições?
E
o que o Covid-19 pode nos mostrar sobre a questão, tão defendida por certos
liberais, da redução do Estado, chamado de “Estado Mínimo”? Certamente, ele nos
mostrará que o Estado não pode ser mínimo em situações de máxima necessidade.
Para quem as empresas vão recorrer? E os trabalhadores, recorrerão a quem?
Talvez o vírus sepulte essa falácia de que a participação do Estado na
sociedade tem que ser mínima, porque, quando o bicho pega, como se diz,
recorremos a esse mesmo Estado.
E
o que o Coronavirus pode nos dizer sobre nós mesmos? Ele mostrará que o ser
humano é muito solidário. Que certas pessoas estão dispostas a dar a vida na
linha de frente da batalha, que são os médicos, enfermeiros e demais
profissionais da Saúde. Que apesar de uma parcela querer o contrário, muitas
pessoas estão seguindo as orientações e permanecendo isoladas em suas
residências.
O
vírus vai fazer com que as pessoas meçam o que é de fato importante. Será que,
por exemplo, os EUA, que possuem o maior arsenal nuclear do mundo, com um
orçamento militar anual de mais de US$ 1 Trilhão de dólares, mas que, nesse
momento, se vê refém dessa pandemia. De que serve tanques, bombas,
metralhadoras e soldados se o inimigo nem ao menos pode ser visto?
Certamente,
o Covid-19 e tantos outros vírus microscópicos, nos mostram cada vez mais a
nossa insignificância. Ou você duvida?
Quando
se diz que o homem é uma máquina perfeita, com toda sua estrutura corpórea, inteligência,
capacidade de fazer qualquer coisa, nos iludimos acreditando que podemos tudo,
que nada é obstáculo para nós.
Aí,
vem um vírus, e nos mostra que o tamanho não é documento, como se diz, e faz a
humanidade refém de sua vontade.
Espero
realmente que a humanidade aprenda com mais essa pandemia que, o mais
importante é a vida, e todo dinheiro que circula no mundo, uma boa parte dele,
deveria ser investida na melhoria das condições de vida das pessoas: saneamento
básico, moradias, empregos, salários mais justos, bons sistemas de saúde, bons
profissionais, medicamentos, pesquisas... Para, quando um novo vírus venha nos
ameaçar, tenhamos a certeza de que estaremos preparados para enfrenta-lo, e
não, para contar os corpos e chorar a morte de entes queridos.

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