13 DE JULHO, DIA MUNDIAL DO ROCK, UMA REFLEXÃO SOBRE O GÊNERO MUSICAL MAIS POPULAR DO MUNDO
"Hey hey my my, rock and roll never die! (Neil Young)"
No próximo dia 13 de julho é comemorado o Dia Mundial do Rock. Aproveitando essa ocasião, proponho uma reflexão sobre esse gênero musical tão popular.
O rock está próximo de se tornar sexagenário. Apesar das controvérsias sobre seu nascimento, esse senhor está chegando à terceira idade; mas está longe de se tornar velho. Pelo contrário, como mutante que é, está sempre se renovando, se reinventado... Porém, isso nem sempre significa que ele está melhorando.
Desde que surgiu, o rock já se fundiu em tantos subgêneros que fica até difícil citar todos sem deixar nenhum de fora. Isso que o faz continuar a existir. Pois, musicalmente, esse gênero é limitado, o que não significa que ele não tenha qualidade; não, em hipótese alguma. Bandas como os Beatles, Pink Floyd, Mutantes e tantas outras nos provam que sim, o rock tem qualidade. Porém, nos últimos anos, parece que o gênero está carente de criatividade.
Quando ando pelas ruas e vejo um garoto com uma camiseta de uma banda que já existia antes dele ainda ter nascido, percebo que alguma coisa está errada; não com o garoto, mas, sim, com o rock. Se esse garoto está cultuando uma banda que seu pai talvez cultuasse, é porque não apareceu – ainda – uma banda da sua geração que preenchesse o lugar daquela banda, digamos assim, do passado.
Na verdade, em minha opinião, poucas bandas são originais hoje em dia.
Iggy Pop disse certa vez que não existem tantos artistas e bandas originais no rock. E alguém disse certa vez que existem tantas cópias destes artistas originais que a qualidade está se perdendo com o passar do tempo. Não sei se isso é verdade, mas até hoje ninguém me apresentou uma banda que me deixasse de boca aberta quando ouvi os Smiths pela primeira vez... E isso foi em 1985.
No próximo dia Mundial do Rock, não sei se temos de fato o que comemorar, afinal, como na vida, as pessoas ao envelhecerem tendem a se tornar conservadoras. Poucos escapam desse destino. Eu, que já estou chegando nos 50 anos, acredito que o rock não vai morrer nunca, porém, está se tornando óbvio, careta, resmungão e repetitivo, como aquelas pessoas velhas e chatas que conhecemos.
Apesar disso, feliz dia do Rock para todos os roqueiros, sexagenários ou não!
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