O Retorno
Com muito cuidado ele entrou no seu carro. A rua estava escura, ninguém acreditaria que ele pudesse cair fora, especialmente depois da merda toda que aprontou. Mas ele já havia escapado de cada enrascada e até da morte certa tantas vezes que duvidar que conseguisse fugir, não era uma boa aposta. O plano estava dando certo. A noite estava calma e havia poucos corpos vagando pela cidade àquelas horas. Ele tinha certeza que os caras que queriam sua cabeça não o achariam, nem o incomodariam. De certo, tomaria o café da manhã numa lanchonete qualquer à beira estrada. Numa estrada bem longe desse lugar. Seguro, dentro do seu carro, cada vez mais perto da saída da cidade, ele pode pensar melhor no lance todo, naquele dia errado. Que grande cagada! Pensou. O sujeito demora um tempão para conseguir ganhar um certo respeito dentro do crime. Suja suas mãos muitas vezes com sangue de gente que nunca viu. Agüenta um monte de filhos da puta que só querem lhe esfolar - se você bobear -, e aí, quando ...